quinta-feira, 22 de maio de 2008

Diário a um sapo

Não consigo escrever nada que demonstre mais ou menos como me sinto...
Nas horas em que estou sozinha, deixo-me a olhar para o nada e deixo que o meu pensamento navegue bem alto.
Precisava de ser capaz de gritar como me sinto... Saber que todo este peso que tenho dentro de mim vai sair...
Fico à espera de receber qualquer notícia tua, que prove que estou errada e que os outros, também, se enganaram.
Nunca fui muito boa para dizer as coisas, por isso exilo-me nas palavras que escrevo e que me fazem sentir que posso expressar tudo...
Não me apetecia ficar em casa, queria sair e andar por aí... um pouco sem rumo e encontrar-te porque o destino, assim quis... Mas não saio nem vou andar por aí, pois sei que não te vou encontrar porque afinal o destino não quis!
Como sou tonta... pensar que as coisas iriam mudar e que tu, sim tu, eras capaz de guardar o meu coraçãozinho nas tuas mãos... porque sim eu era capaz de guardar o teu... porque eu queria guardar o teu....

Detesto estar assim... nem as palavras escritas têm qualquer beleza... nem elas conseguem expressar o que me vai na alma!
O quanto tu me fazes falta... o quanto eu gosto de ti... o quanto eu compreendo tudo isto... e como eu não queria que isto tivesse terminado assim...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

texto curto

Os ponteiros do relógio avançam demasiado depressa...
As nuvens não param de passear apressadamente no céu imenso que nos vigia!
Permaneço a olhar para a janela...
Sinto que parei ...

Sem precisar de muitas palavras: a sentir a tua falta!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Impasse

Não há chuva que passe...
Nem sol que chegue!
Não há brisa quente...
Nem vento gelado!
Nada disso trará de volta o que se tinha guardado na caixinha coração...
Noites em claro, sem sono e sem vontade de sonhar seja com o que for...
Um aviso de ausência e de despedida marcaram o final de um capítulo...
Da nossa história, talvez...
Sou dona de um coração sem direcção que flutua no ar....
Perdi os sonhos dentros de mim e encontro-me numa escuridão...
No caminho que sigo não encontro flores.... e vou jurar que acho que perdi a minha caixinha coração!
Hoje apercebo-me que estava e estou apaixonada por ti....
Mas que fui apanhada numa tempestade e onde um beijo me levou a acreditar num conto de fadas cor-de-rosa!
Agora fico apenas à espera de um raio de sol...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

momentos...

Sei dizer adeus sabias?
Não me vais encontrar mais ali, à tua espera... A fazer de conta que estou muito concentrada na música que toca no meu carro, quando na verdade estou ansiosa que chegues...
Dar-te espaço... devolver-te o ar que precisas, para não te ver sempre distante a pensar num lugar para poderes respirar à vontade!
Deixar-te resolver o que tens por resolver... Deixar-te aproveitar essa vida toda que tens dentro de ti... Deixar que os dias passem e tu encontres uma resposta para isto que nos aconteceu!
Deixar que passe a confusão instalada e que regresse a tranquilidade...
Tu que precisas de conhecer e ver tudo... E talvez o tempo te traga uma resposta...
Quando a tiveres, bate à minha porta... Pode ser que ainda more no mesmo sítio e que esteja ali a ouvir qualquer música ansiosa para que chegues...
Posso também não estar... mas esse é o nosso risco... Não depende de nós... mas sim do que vier por aí!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Meninice

Eu, a menina de cor-de-rosa...
Tu, o menino de azul!
Eu, a menina com cara de anjo...
Tu, o menino mau!
Eu, a menina que nunca pensaste que quisesse ficar do teu lado...
Tu, o menino que consegue fazer-me rir!
Eu, a menina que sonha com um amor cor-de-rosa e meio conto de fada!
Tu, o menino que quer um conto de fada mas voar bem alto.
Eu, a menina que quer passeios de mão dada com um pôr do sol lá atrâs...
Tu, o menino que quer fazer surf com os amigos e o pôr do sol...
Eu, a menina que passeia com os amigos lá bem longe de ti e que não consegues parar de olhar!
Tu, o menino que passou despercebido mas que mesmo assim agarrou o meu olhar!
Eu, a menina inteligente e do mundo dos adultos...
Tu, o menino descontraído e que ainda quer brincar aos pequeninos!
Eu, a menina que passa horas a ouvir músicas que fazem lembrar de ti!
Tu, o menino que lembra de mim apenas quando o telemóvel toca!
Eu, a menina que não queria admitir...
Tu, o menino que não quer que admita...
Eu, a menina que tem mesmo que dizer...
Tu, menino que não queres ouvir...
Eu, menina que gosta...
Tu, menino que não queres gostar...
Eu, menina demais...
Tu, menino demais...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Labirinto

À procura da liberdade e de a usurpar ao máximo...
Perdi-me no caminho de pedras coladas à terra...
Essas pedras que me fizeram cair!
Essas pedras que me enganaram, pois teimavam em sair do sítio...
Levaram-me para a direita quando eu sentia que o caminho certo ficava à esquerda!
A liberdade que me deu asas...
A liberdade que me fez querer tocar no céu...
Quando eu sei que cai lá no fundo...
Fiquei sem saber que dias eram... e horas que passavam no mostrador do meu relógio!
Aliás acho que parti o relógio quando cai...
Já não ouço o teimoso tic-tac!
Já não vejo os ponteiros a andar...
Apenas estou num labirinto, bem lá no meio e acho que perdi o mapa que trazia no bolso!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Borboleta

Permanece quieto para te dizer ao ouvido tudo isto...
Deixa-me sussurar-te o que trago dentro da minha alma!
Essa minha alma que anda pesada demais e que não se decide...
Não sabe se fica contente ou se fica triste!
Não sabe se vai rir ou chorar do teu lado...
Não sabe se respira ou fica sem ar quando não estás!
E este corpo que transporta a alma pesada?
Corpo que transporta um sorriso ou uma lágrima na face...
Permanece quieto e deixa que me coloque a teu lado para dizer: Gosto de ti!
Gosto de ti, sem que tu gostes igual...
Gosto porque sim...
Não há motivos para o amor, dizem!
Deixa-me que te diga tudo isto e sinta a minha alma um pouco mais livre... mais leve!
Permanece imóvel e bebe as minhas palavras e emoções!
Absorve-as em ti e faz delas uma realidade e não um sonho meu!
Permanece aí quieto e imóvel, porque agora que tenho a alma leve, ainda que indecisa, posso ir!
Sair daqui, do teu lado e caminhar para outro lado...
Em direcção ao sol que se deita pois finalmente vou poder dormir um pouco...
Permanece aí e deixa que o meu corpo cansado e a minha alma pesada se transformem como uma nova borboleta e voe!